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Master Spitch 2016: pelos meus olhos

Foi com todo o gosto que mais uma vez me juntei à plateia do Master.Spitch em representação da Talent Search People.
É sempre um momento intenso de surpresas, tensão, educação e diversão.
Tivemos livros em branco que querem ser rascunhos para nós, as empresas, sermos poemas (Ana Pereira). Ouvimos a Cristina Barbosa repassar o ensinamento de que quem não vive para servir, não serve para aprender. A Ana Luísa quis ser mosquito para nos picar, no bom sentido da palavra. A Inês Roque Santos marinou a sua criatividade para nos servir um prato de assinatura. A Iola Freitas foi a artista que mostrou à tela (as empresas) a sua arte (contabilidade). A Joana Silva foi uma boa playlist. A Joana Gonçalves trouxe o avental para por as mãos na massa. A Sara Pinho mostrou-nos através do seu espelho que é única. O Maycon relembrou-nos que a humildade e educação são peças fundamentais num motor. O Pedro citou uma frase chave para mim “sorte é quando a oportunidade encontra a preparação”.
Gostava de agradecer a todos os candidatos por terem aproveitado esta oportunidade. Com todos aprendi algo. Apesar dos nervos, todos demonstraram uma boa preparação. Tenho a certeza que, se não hoje, no futuro a sorte vos irá encontrar.
Citei estes não porque foram melhores que os outros mas porque deixaram algo que ficou. Ouvi repetidas vezes algumas palavras como felicidade, pessoas e consultoria. Acho importante deixar alguns esclarecimentos do “alto” da minha experiência pessoal e profissional, que vale o peso que vocês lhe quiserem atribuir.
Da minha parte de trabalhadora numa empresa de consultoria de recursos humanos vos digo: consultoria é o saco da Mary Poppins: sem fundo e onde estão coisas muito diferentes. E não é por ser diversificado que vos dá mais opções. Há consultorias distintas e para as quais são necessárias competências específicas.
E já que estou na área de recursos humanos, não é por estar aí e não noutra área que trabalho com pessoas! Acho que na atualidade não deve haver quase nenhuma profissão em que não trabalhemos com pessoas. Nem que sejam trabalhadores por conta própria, com uma empresa devem ter clientes com quem têm de contactar e, de preferência, funcionários, auspiciando eu sucesso nessa vossa aventura no mundo dos negócios. Até um trabalhador num posto técnico de uma linha de montagem deve reportar a um chefe e ter colegas de turno. Por isso vamos lá parar de dizer que querem trabalhar com pessoas. Isso vai acontecer de certeza. Comecem é a falar das vossas competências para lidar com elas!  
A minha costela de investigadora na área da Psicologia Positiva faz saltar alertas quando falam da felicidade. Todo o ser humano procura o prazer e evita a dor, já nos dizia Sigmund Freud. Porém, as emoções negativas fazem parte do nosso dia-a-dia e é ao lidarmos com elas que somos levados para as emoções positivas e as valorizamos tanto. A felicidade não está na meta mas sim no percurso. Se querem dizer algo sobre o tema falem de como lidam com as emoções negativas ou situações difíceis da vida porque nas fáceis… tudo é fácil! Passo a redundância. Se querem mostrar como podem contribuir para a “felicidade” de uma empresa operacionalizem quais as vossas competências que vos permitirão isso.
Já ouço menos que querem ir para uma empresa para aprender. Mas como ainda circula tal afirmação aproveito para vos dizer que as empresas investem muito nos seus trabalhadores e realmente ensinam. Mas desenganem-se que o fazem de forma desinteressada. Numa relação win-win querem trabalhadores que vistam a camisola. Como disse o Nuno Silva (já que estamos nas frases que me marcaram devo dizer que esta não me vai sair da cabeça tão cedo): O one night stand nas empresas não funciona.
Para terminar agradecer à Cidade das Profissões a oportunidade, que espero que me continuem a proporcionar, e aos colegas de plateia pela troca de experiências. Vemo-nos no próximo!       


 

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